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A pergunta errada e a pergunta certa
A pergunta errada é "o que é melhor". A pergunta certa é "o que o meu uso exige".
Nuvem e infraestrutura própria resolvem problemas diferentes, e a maioria das empresas maduras usa as duas coisas. O que muda é a proporção.
Quando a infraestrutura própria costuma fazer sentido
- Uso constante e previsível. Quando o consumo é contínuo, o custo variável da nuvem deixa de ser vantagem.
- Dados que não podem sair. Exigências contratuais, regulatórias ou de política interna costumam ser o critério decisivo.
- Necessidade de controle. Versões de modelo, ajustes finos e disponibilidade passam a depender de você, não de um fornecedor.
- Latência. Aplicações que exigem resposta imediata se beneficiam do processamento próximo de onde o dado é gerado.
Quando a nuvem continua sendo a melhor escolha
- Picos esporádicos e experimentos curtos
- Necessidade de capacidade muito acima do uso médio, por pouco tempo
- Times ainda validando se o projeto vai adiante
O modelo híbrido
É comum executar o dia a dia localmente e recorrer à nuvem em momentos de pico. Essa combinação costuma entregar o melhor dos dois cenários — mas exige que o equipamento local seja dimensionado para o uso real, não para o pico.
O que levar para a conversa
Antes de decidir, levante: volume médio de uso, sensibilidade dos dados, exigência de disponibilidade e horizonte de crescimento. Com isso em mãos, a decisão deixa de ser ideológica e passa a ser técnica.
