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A armadilha da comparação direta
Comparar duas placas apenas pelo nome ou pela posição na linha do fabricante leva a decisões ruins para IA. Uma placa voltada a jogos pode ter excelente desempenho bruto e, ainda assim, não atender um projeto que precisa de mais memória.
A ordem em que vale olhar
1. Memória de vídeo. Define o que cabe na máquina. É o primeiro corte: placas que não comportam o seu modelo saem da lista, independentemente do resto.
2. Geração e arquitetura. Gerações mais recentes trazem recursos que aceleram determinados tipos de cálculo. Duas placas com a mesma memória podem se comportar de forma diferente.
3. Linha profissional ou de consumo. Placas profissionais costumam oferecer mais memória, formatos adequados a múltiplas unidades e suporte voltado a uso corporativo. Placas de consumo entregam ótima relação de desempenho, com limites de memória e de densidade.
4. Consumo e dissipação. Uma placa que a sua instalação não comporta não é uma opção real. Consumo e calor definem fonte, gabinete e até o ambiente.
Cuidado com números fora de contexto
Comparações de desempenho só fazem sentido quando a medição é feita com o mesmo modelo, a mesma configuração e a mesma versão de software. Números soltos, sem esse contexto, não sustentam uma decisão de compra.
Por isso a UPAR só publica medições realizadas e validadas pela própria equipe, sempre com o contexto do teste descrito.
